Brigadão pelas visitas, mensagens de apoio e sugestões para o blog. Piadas sem sem graça, diria até... escatológicas, envolvendo meus DVDs eu vou ignorar, assim como sugestões cretinas, como lamber o poste. Na medida do possível irei incrementando os posts com mais informações práticas, links e fotos (menos com o tal do avental, mesmo porque eu não tenho) sempre que possível. Só pra não deixar furo, este aqui (www.basiliquenddm.org) é o link da Basílica de Notre Dame de Montreal que eu falei que é cópia da de Paris, mas já aviso que é bem menor.
Bom, vou contar um pouco como foram as aventuras da Carol por aqui, já que ela foi embora ontem. Confesso que achei que fosse ser mais fácil me despedir. O problema é que quando a gente se acostuma com determinada situação (no caso, ela estar aqui me apoiando nos momentos complicados, me acompanhando nos eventos, entrando nas lojas que eu tenho vergonha de entrar sozinho, fazendo comida comível, etc) fica difícil voltar atrás.
Mas vamos às histórias, começando pela chegada dela aqui. Um dia antes eu resolvi ir ao aeroporto de busão pra aprender o caminho. Não sei se vocês sabem, mas o transporte público aqui costuma funcionar muito bem (digo ’’costuma’’ por causa do post passado). Se vocês estiverem à toa, o link do sistema de transporte público daqui é www.stm.info. Dá pra pesquisar os horários de TODAS as paradas de ônibus da cidade, com precisão assustadora.
Voltando ao assunto, fui ao aeroporto. Tive que pegar o metrô e 2 linhas de ônibus, já que fica bem afastado do centro, que é onde moro. Levei um pouco mais de 1 hora pra chegar por causa do trânsito pós nevasca. No dia da chegada, com tudo cronometrado, cheguei com uns 10 minutos de atraso, mas a tempo de ver o 1º passageiro do voo dela sair. Meia hora depois, nada de Carol e o telefone toca. Ela havia perdido a conexão em NY por causa da imigração americana. Aí vai a dica: quando vocês vierem me visitar, se puderem não passar pelos EUA será uma ótima! Mas enfim, voltei pra casa com cara de pastel (1 hora depois).
Como aquele dia teve uma p*ta tempestade de neve em NY, Toronto e outros lugares que eu não lembro, trocentos voos foram cancelados, inclusive o outro que ela conseguiu pra vir. O seguinte saiu com algumas horas de atraso. Conclusão, às 1:30h da madrugada, finalmente toca a campainha. O que são 15h de atraso pra quem convive com a aviação brasileira, não é?
O fim de semana em que ela chegou foi o da pior tempestade de neve até agora. O bom é que ela teve que se adaptar ao frio rapidinho. Olhem só como ela estava bem à vontade debaixo da neve:
Enfim, Carol em Montreal e pude ficar um pouco menos tenso com as coisas que tem acontecido por aqui. A começar por ela estar me esperando depois da entrevista de emprego mais bem sucedida até agora (aliás, torçam por mim essa semana! :)). Além disso, pude aprender (na marra) um monte de coisa que eu deveria ter aprendido a cozinhar naqueles 15 anos de Grupo Escoteiro (vergonhoso, né?), tipo macarronada, estrogonofe, feijão, bife acebolado, pure de batatas e até filé de salmão!
Nem preciso dizer que comi realmente bem enquanto ela esteve aqui, certo? Agora terei a árdua missão de manter o nível daqui pra frente...
A maioria das nossas aventuras foram descritas no post anterior, mas tiveram outras também, como (finalemente) a viagem de 1 dia à Ottawa, que nós não conhecíamos (eu tentei ir algumas vezes com o pessoal da escola de francês, - Elton, Henrique, Christian... - durante o 1º mês aqui, mas sempre dava algo errado). Pra quem não sabe, é a capital do Canadá e fica bem perto de Montreal, dividida entre as províncias de Quebéc e Ontário. Apesar do frio foi uma viagem bem bacana, principalmente pelo museu das civilizações, que mostra toda a ocupação do país, desde os povos indígenas até os imigrantes. Tudo interativo, tipo brinquedo da Disney.
Também visitamos alguns amigos, como o Julio e a Karla, que conhecíamos de Brasília, das aulas de francês com o Papy, a Cristina, que me hospedou na 1º semana, o casal que hospedou a Carol quando ela veio ano passado, e outros que conhecemos por aqui mesmo, como o Alex (figuraça!), cunhado do Rubens Suffert, do GE, e a esposa Hellen, além do Rafael, designer que eu só conhecia pela internet.
Como eu disse, as coisas estavam realmente fáceis (psicologicamente) tendo a Carol por perto nesses dias. Afinal, estar em um país diferente, com língua, costumes e clima diferentes, tendo que morar sozinho pela primeira vez na vida, não tem sido fácil. E, como disse o Eduardo (que me passou este apartamento) outro dia, ter alguém de confiança por perto, que entenda sua situação in loco e os motivos do seu desespero nas situações complicadas é muito importante nessas horas. E por mais amigos novos que se faça, (essa acho que li no blog do Ricardo, filho da Angela - www.picoledecandango.blogspot.com - que está em Toronto) não é o mesmo que os velhos amigos, com os quais podemos “lembrar dos velhos tempos”. Agora é esperar a visita dos meus pais, de vocês :) e a Carol finalmente vir em definitivo!
Ficou longo esse post, né? Tentarei ser mais sucinto no próximo (acho que sobre onde moro. Dá um texto... curioso). E em tempo, a Carol perdeu a conexão pra Brasília por causa do atraso do vôo de NY. Repito aquela dica de cima! Até!

5 comments:
Obaaaa, vou ser a primeira a fazer um comentário!! Não Dennis, o post não está longo, é super divertido ler, principalmente com as fotos ilustrando tudo. Pela forma como você escreve realmente a visita da Carol fez a diferença para você e tenho certeza que para ela também. Gostei da parte do "aprender a cozinhar na marra", isso realmente me interessa, então vai treinando aí pra você estar expert quando puder visitá-lo. Estarei torcendo por você essa semana e sempre. Beijoca.
Chou!!!! ai que saudades imensas (já!)! Bem, essa viagem de férias (pra mim, claro) foi uma verdadeira aventura deliciosa!!! Tudo perfeito, fora os transtornos nos aeroportos. E pessoal, realmente, evitem EUA para ir ao CANADA: é só dor de cabeça! No mais, tudo beleza: passeios, tarefas domésticas, visitas, muitas compras (tudo em promoção!), e estar ao lado do meu amor! tudinho mesmo perfeito! E maio tá logo aí, né?! te amo!!!
hahaha... ótimas histórias!
Pôxa, Dennis, tantos anos acampando e não aprendeu cozinhar nem pra quebrar o galho? Agora, se sua meta é manter o nível, vai ter que fazer até esse salmão bonito aí ;)
estamos torcendo daqui!
beijos
Muito bem, Dennis!
Continue assim, escreva bastante (reforçamento positivo!).
E estou gostando de ver, está se virando. É isso aí!
É bom vc ir treinando na cozinha mesmo, pois se vc está aprendendo agora essas coisas, vc deve estar no nível de lobinho, tipo passando manteiga no pão sozinho, fazendo chá, comendo biscoito recheado etc. Aí, quando a gente for visitar vcs, poderemos comer comidas de nível de escoteiro, tal como macarrão nadando no molho de tomate, arroz queimado ou batata na braza...
Mas, parabéns, rapaz. Continuamos torcendo por vc!
Abraço
olha só que orgulho! Já fazendo comida de verdade! Aquele livrinho que a Jamile te deu está ajudando?
Agora sobre o seu feijão, só acredito vendo!!!!
Adorei todos os presentes! O Snoopy e o Charlie Brown ficaram na sala, porque é bonitinho demais!
E notícias do futuro novo emprego?
Beijos!
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