3 meses é a média que o povo que vem pra cá leva pra conseguir emprego (só não sei bem se é emprego na área) e estar com a vida ajeitada. Infelizmente não foi meu caso, que só consegui algumas entrevistas e assim, continuar nessa agonia braba. Então, o que me resta é continuar mandando meus currículos pra tudo o que aparece (já devo ter chegado nos 100...), fazer a francização que comentei no post passado (o que me garante pelo menos uma graninha no fim do mês) e fazer o tempo passar.
Bom, fazer o tempo passar numa cidade como Montreal é mamão com açúcar! Naquele longínquo 1º mês aqui deu pra se ter uma idéia, já que praticamente fiz turismo (eu sei, nessa eu mandei meio mal).
Quando o Elton e o Henrique ainda estavam aqui acabei conhecendo a rue Crescent, onde ficam os bares e Pubs (peraí, mas o Dennis não bebe... eu sei, e quase não bebi mesmo – a enxaqueca não deixa -. O Elton tá de prova!). A maioria deles irlandeses. Tem um inclusive que conheci essa semana na despedida do Christian (o Austríaco), o Hurley’s, onde servem cerveja com sabores diferentes, como nozes (??), chocolate (???), morango (?????) e outras bizarrisses. Até experimentei umas dessas, e não é que desceu? Mas já descobri que isso não é exclusividade de 1 só bar, tem uma pancada de outros que também oferecem esse tipo de cerveja. Mas o legal do Hurley’s é um trio de música irlandesa que é bem bacana: um cara no violão, outro com violino e o último que toca uma flauta minúscula, tipo aquela do The Corrs. Acho que é típica irlandesa porque eu nunca vi alguém que tocasse isso e que não fosse de lá (tá bom, o cara era canadense, mas gordo e ruivo, tipo “Afrânio”, sacaram? Não tinha como não ser descendente).
Além de bares fomos ao complexo montado pra Grey Cup (

Em seguida teve um show cover do U2, tudo de graça (mas o Dennis detesta U2... era de graça e o povo foi pra lá. Eu ia ficar em casa fazendo o quê?). No dia do jogo fui assistir o jogo com os pés-rapados que não tinham ingresso e foram torcer no complexo.
Semana passado teve o mesmo esquema pro Match des Étoiles (www.nhl.com/ice/newsindex.htm?location=/allstar/2009 ), o All-Star Game do Hockey que foi disputado aqui em Montreal. Como esse é o esporte nacional, óbvio que o acesso ao complexo seria pago e iria encher de gente, já que alguns jogadores estariam dando autógrafos, os mascotes dos times estariam tirando fotos com a molecada, etc. Como não sei nem as regras desse troço (só sei que tem um disco e o objetivo é o gol) e conheço só 2 ou 3 jogadores, deixei pra lá.
De vez em quando também caço uns showzinhos por aí, como o do Chris Cornell (o 1º na vida que fui sozinho, mas consegui ficar praticamente na grade de proteção do palco), o do Mosquito B (nesse eu fui com o Christian e o Elton), banda local, e quase todo dia tem alguma coisa perto da rua Saint Laurent, que é aqui perto. Pra isso fico sempre de olho nuns sites de casas de shows espetáculos e afins:
http://www.martiniboys.com/Montreal/parties
http://www.cafecampus.com/
http://www.clubsoda.ca/index_lang.php
O show da Celine Dion e o da Britney eu passo.
Além disso tem as casas de Jazz que eu preciso conhecer, quando tiver alguma grana pra queimar.
Tem uns shows de Stand Up comedy que estão sempre em cartaz no Just Pour Rire que eu até gostaria de rir, mas tem 2 problemas: não vou entender as piadas porque o inocente aqui ainda não aprendeu nem palavrão em quebecois, e ainda bóio bonito no francês.
Como aqui sempre tá tendo festival de alguma coisa, semana passada teve a feira do automóvel. Como eu nunca tinha ido a uma achei tudo do caramba, mas segundo o Eduardo, não tinha muito mais que na feira de SP. Realmente, tinham poucos protótipos, mas entrei pela 1ª vez num Mustang e num Camaro. Uhu! Mas vou dizer, dentro deles me senti num Golzinho... os carros são gigantescos, mas o interior é só pra gente tipo Dennis.
Tem também minha ida semanal ao cinema. Terça é o dia da entrada a preço promocional e já fiz até minha carteirinha de “milhagem” Scene (http://www.scene.ca/), pra conseguir ingressos de graça, pipoca, refri e tals. Outro dia fui conhecer o Imax, que o Tiago e a Lud disseram que foram conhecer na Argentina. Sempre passava na frente e ficava curioso, mas agora que tá o Dark Knight em cartaz (é uma versão especial redimensionada pro troço. Eu sei que não é inédito :P) não podia deixar passar. Realmente... uma tela 10 vezes maior que a convencional, som 5.1 e um showzinho de lasers antes do filme. Fiquei até meio tonto nas tomadas aéreas.
Mas e aí, nada de bater uma bolinha? O Rafael me levou pra jogar “soccer” com o pessoal do escritório dele, então fui conhecer toda a habilidade canadense. Se eu disser que perto daqueles viciados em hockey eu sou praticamente o Biro-Biro (www.youtube.com/watch?v=qdlmn-Bwoj8 ) dá pra se ter uma idéia, né? Tentem imaginar uma mistura de futebol e hockey, onde não tem saída de bola e a gente joga salão com bola de campo (não existe bola de futsal aqui. É sério). Bizarro... mas é o que se tem disponível por aqui. Essa semana devo começar a treinar tênis de mesa (já faz um tempo que eu nem olho a cara da minha raquete) numa academia em Laval (como se fosse Taguatinga em relação à Brasília) e ver se eles misturam com hockey também.
Enfim, tenho ido quase toda semana à missa na Basilique de Notre Dame (aquela que é cópia da francesa) pra botar a cabeça no lugar, que é o que mais preciso fazer pra não perder o controle enquanto as coisas não se ajeitam. Mas de acordo com a conselheira do Intégration Jeunesse (http://www.ijq.qc.ca/), uma instituição filantrópica que ajuda jovens de até 35 anos (ainda sou jovem!) na elaboração de currículo, carta de apresentação e busca direcionada de empregos, se eu fui chamado pra entrevistas mesmo sem tê-los procurado antes, é porque estou no caminho certo. Resta ter paciência. Eu, paciente... aha.
