Depois de uma longa pesquisa (1 semana antes de vir pra cá :P) imobiliária, comparando preços e proximidade do metrô (muito importante pra quem acaba de chegar aqui e não pretende ter carro tão cedo), acabei conhecendo o Eduardo, antigo morador deste apê e que estava indo pra outro maior e um pouco mais afastado do centro de Montreal. Depois de alguma negociação (bem desesperada da minha parte), na véspera da minha viagem fechei um acordo verbal com ele, já que o preço e a proximidade do metrô, o que eram mais importantes, eram excelentes.
No dia da minha chegada conheci o Eduardo pessoalmente. Combinamos a data da mudança (1 semana depois), já que eu estava de entruso na casa da Cristina (que tinha me hospedado também da 1ª vez que eu vim pra cá, em 2006), e hoje cá estou, neste belíssimo palácio.
O bairro aqui, o Beaudry, é uma piada à parte. Como alguns já estão sabendo, este é o bairro... como diria... tricolor da cidade. Mas fiquem tranquilos que continuo muito corinthiano, beleza? :)
A começar pela estação do metrô, com todo o simbolismo característico, quase todos os estabelecimentos da redondeza possuem aquela bandeirinha são-paulina na entrada, ou um bandeirão na fachada. Outros, tipo algumas discotecas, nem precisam de sinalização. Pelo menos ficam quase todas na Saint Catherine, que é a principal avenida de comércio da cidade e que percorre todo o centro. Paralela a esta avenida tem a Mesoneuve, que também percorre todo o centro, mas que, aqui perto, fica fechada durante o verão para que os bares e restaurantes (que são muito bem recomendados, por sinal. Só não tenho coragem de entrar sozinho...) possam arrumar as mesas no meio da rua. Aí a cidade toda vem pra cá.

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As pessoas, como era de se esperar, costumam formar pares “diferentes”, tanto homens quanto mulheres, lógico, já que o casamento homssexual aqui em Québec é liberado. Pelo menos são bem respeitosos, e não vêm encher o saco se não damos liberdade. Meu vizinho, por exemplo, um argelino, compartilha a internet comigo, mas não posso dar muita corda quando ele quer papear, porque... pois é.
Outro tipo de gente que tem por aqui são os estudantes, porque aqui é muito perto da UQAM, Université du Québec à Montréal, onde, à princípio, vou fazer meu curso de Francização, que é um curso de francês remunerado, oferecido pelo governo para os imigrantes se integrarem melhor à sociedade. Digo “à prinípio” porque só farei o curso se eu realmente não encontrar emprego na área de design até lá (pois é, a semana não foi das melhores… bola pra frente !).
Seguindo minha rua, um pouco mais pra cima, tem o Parc Lafontaine. Lá, além de um dos campus da UQAM, tem um lago que, durante o inverno congela e vai um monte de gente patinar e tals. Mas é um parque bacana, o pessoal vai lá brincar com o cachorro, tirar foto de esquilo, os casais (os heteros também) ficam namorando nos banquinhos em volta do lago, e tem sempre gente fazendo cooper, mesmo no inverno. Outra vantagem do bairro. A foto aí do título do blog é de lá.
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O Rafael, meu primo, me disse que é melhor não usar palavras tipo “apertado”, “sujo” ou “velho” para descrever meu apartamento porque deprecia muito. Então vamos lá. Meu apartamento “tem muitas histórias” e fica no térreo do prédio. A varanda fica de frente pra janela principal, praticamente na calçada. É também minha saída de emergência, logo tenho que ficar de olho pra não acumular neve e eu ter acesso a ela.
Aqui dentro é bem “aconchegante”, ideal pra se morar sozinho (aqui eles chamam de “studio”). Aqui em baixo é meu escritório / sala de TV e videogame / quarto / sala de jantar. Quase todos os móveis foram deixados pelo Eduardo, quando ele saiu daqui. Bom pra mim que peguei o apê já bem funcional.



Eu preciso fazer uma observação: eu não sou muito fã de Beatles, afinal todos sabem que a maior banda de todos os tempos se chamava Dire Straits. Só achei o poster bacana! :)
Agora é meu banheiro / cozinha / despensa / área de serviço:


Eu sei que alguns de vocês devem ter pensado: “poxa, então dá pra você tomar banho e cozinhar ao mesmo tempo, ahahahaha!”. Não, não dá. :
Tem só mais uma foto bizarra que eu preciso mostrar:

Essa é uma imagem de dentro do banheiro, da janela que dá pra fora. Nesse dia estava fazendo algo tipo -25ºC. E aí, posso ou não posso dizer que moro num iglu?
No fundo até que eu estou gostando daqui. Tem muitos bêbados na rua, a coleta do lixo é meio devagar, coisa e tal. Mas aqui estou perto de tudo (do centro, onde tem a cidade subterrânea, da estação de metrô com mais conexões, do parque, etc), é fácil de limpar e é maior que meu quarto em Brasília (eu acho...)! Até!