Tuesday, May 12, 2009

Blog novo

Ei-lo! O blog novo já está funcionando:
www.dennisecarolnoquebecuhu.blogspot.com
As aventuras e desaventuras no Quebec continuam, mas agora em novo canal.
Divirtam-se!

Saturday, April 25, 2009

... e mais mudanças

Como vocês perceberam, promessa não cumprida. Não atualizo o blog já faz um tempão, mas por um bocado de motivos. Esse post vai ser um resumão deles...
Pra começar, Papis e Mamis estiveram por aqui. Uhu! Mas infelizmente já foram... Foi rápido, mas mesmo assim conseguiram aproveitar bem a cidade e seus arredores, e eu me aproveitar deles pra fazer minha mudança e montar o apê novo (além de comer comida decente, pra variar...).

A estada deles foi meio doida, desde o 1º dia, quando se viram na rua porque o hotel em que eles fizeram reserva foi meio que uma furada e não tinha recepção pra recebê-los (???). Acabou que o dono entrou em contato comigo e acabou tudo bem... ou quase... Um quarto (dos 3 do hotel) minúsculo, sem TV, frigobar ou qualquer outro luxo, mas que no fim teve que me abrigar também por uns dias por causa de uma confusão com as datas de entrega e recebimento dos apês. Pelo menos a localização era fantástica, bem no centre-ville, do lado do metro. Ou seja, não tinha como passar fome.

Mudando para o apê novo, ainda faltavam os móveis, já que eu só tinha a mesa que comprei logo que cheguei. Foram, no total, 4 visitas ao Ikea (a Tok Stock daqui. Na verdade é sueca) porque sempre descobríamos que faltava alguma coisa. Fora isso, ainda tínhamos que montar tudo, porque a loja entrega tudo desmontado. Ainda bem que eu tenho o pai que tenho e que, por um acaso, estava de passagem por aqui!

O último detalhe: como eu tive que sair do apê antigo antes do previsto, tive que fazer a mudança das minhas coisas antes de poder entrar no apê novo. Solução: escala das coisas na casa do Guilherme e da Dani (os mineiros de quem já comentei aqui). Foram umas 3 viagens levando (metro + ônibus + 1 help duma colega da francização que tem carro) e mais umas 3 tirando coisa de lá (à pé, porque é aqui perto). Isso sem contar umas coisas que conseguimos trazer direto pra cá. É impressionante o quanto de tralha que conseguimos juntar em um período tão curto...!

Preciso abrir um parênteses pra falar das visitas dos interessados no apê de Beaudry, já que eu tava passando antes de terminar o contrato. Bom, elas começaram durante uma semana meio zoada, em que eu tinha pego a gripe mais forte desde que cheguei. Mas o proprietário me ligava, agendava um horário em que eu estivesse lá, ou então ele mesmo fazia as visitas sem eu estar lá. Aconteceu que às vezes ele não ligava, e como eu estava mal, nem tava indo pra aula. Imaginem minha cara recebendo as pessoas... Enfim, apareceu de tudo, inclusive um cara bêbado querendo o apê de qualquer jeito! No fim deu tudo certo.

Bom, fora mudanças, limpezas, comida e Ikeas, até que meus pais conseguiram conhecer bastante coisa da cidade, que na verdade é meio estranha nessa época, já que as árvores ainda estão secas, ainda tá meio frio, mas a neve já derreteu quase toda e aquela sujeira que ela cobria, começou a aparecer na rua. Mas pelo visto, se divertiram! Até num jogo dos Globetrotters eu levei eles! (tentem imaginar minha mãe num jogo dos Globetrotters...)

Fora Montréal, fomos pra Ottawa num fim de semana e pra Québec City no outro. No 1º foi praticamente o mesmo roteiro do passeio que fiz com a Carol no começo do ano, mas com a diferença de que entramos no parlamento (o que não quer dizer muita coisa pra mim, já que não entendo direito até hoje como é que funciona o governo daqui...). Em Québec, a grande diferença das outras vezes em que fui pra lá foi o sol. Foi a 1ª vez que senti calor por lá!
Nos últimos dias, eles foram pra Toronto encontrar com o Dimas, a Ângela, o Ricardo (do
Picolé de Candango) e a Clarissa. Eu fui na sexta pra encontrar com todo mundo também.

Em Toronto propriamente dito quase não ficamos, já que fizemos uma excursão pra ver a Niagara Falls. Aí sim me senti realmente “fora de casa” ou “num outro país”, já que lá a coisa é toda voltada pro turismo. Fora que estava fazendo um calorão (tá bom, devia estar uns 20 ou 22ºC, mas de qualquer forma foi meu recorde pessoal!) que consegui finalmente sair só de camiseta na rua! E além das Cataratas, o Ricardo nos levou pra conhecer uma cidadezinha bem bacana que fica ali perto, a Niagara-on-the-lake. Quando me aposentar é pra lá que quero ir!

Foi bom enquanto durou, mas no domingo eles se foram, cansados mas satisfeitos (com o gol do Ronaldo também!).


E volto pra rotina de francização de novo. Na verdade, pra última semana, a de provas. Hoje foi a última e, pra dizer a verdade, vou sentir falta. Nem tanto das aulas (lógico), mas de encontrar com o pessoal todos os dias. Só nem tanto porque fiz inscrição pro curso de francês oral, também do governo, também remunerado, que começa dia 12 de maio, mas não com os mesmos colegas. Na verdade uma só colega também vai fazer o mesmo curso, os outros preferiram fazer o curso de francês escrito. Eu optei pelo outro porque ainda fico com agonia de não entender as pessoas conversando na rua.

Obviamente que esse é só meu plano B, já que o objetivo principal voltou a ser trabalhar! Agora com um currículo mais estruturado, uma carta de apresentação mais “apresentável” e um portifólio on-line, as perspectivas são mais concretas. Se bem que hoje reconheço a importância dessas aulas do governo... mas chega dessa brincadeira, certo?
De qualquer forma, ficou combinado de nos reunirmos 1 vez por mês pra fazermos nossa terapia de grupo. :)


Bom, e finalmente a Carol chega amanhã. Uhu! Daqui pra frente terei com quem compartilhar toda essa tensão e angústia, além de comer comida boa (leia-se “não feita por mim”)! Além disso, como ela vai estar aqui comigo e com certeza vai escrever também, esse blog faz sua despedida e os futuros posts (mais curtos, porém mais freqüentes) irão para o novíssimo http://www.dennisecarolnoquebecuhu.blogspot.com , ok? (ainda não está no ar, mas quando estiver eu aviso por aqui!)


Atualização: a Carol chegou bem, cansada mas bem. Mas eu nunca tinha visto tanta roupa junta...!!!

Friday, March 6, 2009

Mudanças

Pois é, o blog ficou meio largado, mas não sem assunto!
Nessas últimas semanas aconteceram muitas coisas ao mesmo tempo e eu acabei ficando sem tempo de atualizar. Me desculpem aqueles que ficaram achando que eu fui despejado, deportado, abduzido ou sei lá.


Bom, pra começar, a francização. Pois é, acabou que estou fazendo o tal do curso do governo. Na verdade, ainda bem que estou fazendo o tal do curso. Além de estar ganhando uma graninha pra estudar (eu também acho isso meio bizarro, mas quem sou eu pra questionar?), acabei conhecendo um monte de imigrantes que estão na mesma situação que eu, ou seja, chegando no fim do ano passado, sem emprego e sem falar direito nem francês nem inglês (calma que eu também não sou o
Anderson!). Eu não tinha me tocado nisso antes, mas eu não havia tido contato com gente nesse estágio por aqui, só com quem já falava muito bem uma coisa ou outra, que já estava trabalhando ou que estava estudando. Enfim, conheci um monte de Dennis!

A turma é bem bacana. Tem colombianos, mexicanos, peruanos, uruguaios, romenos, russos, moldávios e (lógico) brasileiros. O engraçado é que eu nunca troquei uma palavra em português com eles, nem quando estamos sozinhos.

Lógico que foram formadas algumas panelinhas (principalmente com as européias), mas no geral o pessoal é bem acessível. Ficou até instaurado o Happy Hour de sexta-feira no bar da UQAM, a universidade onde temos aula. Quem organiza é o russo, como era de se esperar.

Além disso, de vez em quando a gente marca umas saídas fora do horário de aula, como nesse fim de semana quando fomos ao Festival en Lumière, que é um festival em comemoração à... nem sei! Aqui se faz festival de qualquer coisa o tempo todo!

Enfim, teve pista de glissage (um escorregador gigantesco feito de gelo) pro pessoal descer de trenó, roda gigante (à -15ºC? passo...), show de música, show de circo no esquema do cirque de soleil, salsicha na brasa, e uma série de outras atividades gratuitas durante a noite, tipo visita ao planetário, ao jardim botânico e outros locais turísticos daqui. Bem legal!


Além de aula de francês, a francização inclui uns cursos de procura de emprego e montagem de currículo, carta de apresentação etc. Essas estão sendo as aulas mais interessantes, mesmo porque o professor é muito bom. Foi o primeiro profissional daqui que disse exatamente o que estávamos sentindo por não estarmos trabalhando, estudando ou seja lá o que viemos fazer aqui. Ele explicou sobre os “olhos” daqui e os “olhos” de casa (no meu caso, do Brasil), que estão sempre nos questionando "porque diabos não estamos trabalhando ainda e ganhando muita grana depois de tanto tempo no Canadá?". Ele explicou sobre o processo de adaptação de quem acabou de chegar e não está com o francês na ponta da língua, e que querer pular essa etapa é o mesmo que puxar os cabelos pra ver se crescem mais rápido (que é o que eu estava fazendo... não puxando os cabelos, pulando a etapa, blz?). Na verdade, nos deu foi uma boa levantada de moral porque, assim como eu, todos estávamos começando a ficar desestimulados com a nossa situação atual (vide meu último post). Tudo isso que eu disse foi basicamente a mesma opinião de todos na sala.

A única coisa que me incomoda na sala é a arrogância da nossa professora principal. É uma argentina, imigrante também, mas que já está aqui há 20 anos. As aulas em si são boas, com muito conteúdo, bem explicado e etc. Mas a mulher regula tudo, desde permitir que achemos graça de alguma coisa até o que devemos e o que não devemos perguntar em sala porque, segundo ela, seria muita ignorância nossa desconhecer determinados assuntos, e isso perturbaria o andamento da aula. Me desculpem meus amigos argentinos: Evandro, Cacá, Liliana, Carlitos, Herrera e Escudero, mas vocês são um povo complicado! O bom que essa opinião é compartilhada por todos os outros latinos.

Fora a francização, estou indo na Integration Jeunesse, que eu também comentei no post passado. Na última semana eu fiz um exercício de descrição das minhas qualificações, mas por enquanto só como designer gráfico. Como desenhista industrial a conselheira achou melhor deixar pra depois. Esse lance de não ter profissão bem definida às vezes atrapalha as coisas por aqui...

Mas enfim, o resultado da última reunião foi que, como eu não tenho experiência em web (que é o que se espera de um designer gráfico por aqui), eu teria que procurar emprego como infografista (???), que é mais ou menos o designer gráfico que só trabalha com mídia impressa. Assim como vocês, eu também nunca tinha ouvido falar nessa profissão, mas quando entramos com essa referência nos sites de procura de emprego, transbordaram ofertas como o meu perfil. Lógico que fiquei animado com isso, mas acho que, mais que feliz, fiquei me sentindo um perfeito panaca por ter demorado 4 meses pra fazer essa descoberta. Troféu “sorvete na testa” pra mim! Mesmo assim ela se demonstrou animada pelo fato de, mesmo só ter procurado emprego da maneira errada, eu ter conseguido algumas entrevistas. Pra dizer a verdade, eu também!

Outra mudança, essa literalmente: vou sair do iglu. Pois é, papis e mamis vem (tem acento ou não?) me visitar. Uhu!

Bom, pra isso eu não poderia recebê-los aqui, lógico. Além disso, a Carol chega em breve, então tive que procurar alguma coisa maior (menor é que não poderia ser, dãããã...), o que me rendeu algumas histórias e algum trabalho em conjunto com ela, via Skype. A primeira foi de pesquisar apês nos lugares mais estranhos de Montreal. Não que aqui não seja estranho, mas essa cidade continua me surpreendendo, hehe. Aprendi a importância dos pontos de ônibus e ver que não dá pra contar só com metrô pra me deslocar por aqui, que apartamento de indianos costuma cheirar muuuuuito a curry (na verdade isso eu aprendi pelo apê da Tammy e do Gustavo em Reading. Aqui eu só confirmei), que aqui existe bairro de todas as culturas e religiões possíveis, que os prédios aqui são todos feitos de papel (quase que por inteiro) e que é praticamente impossível achar algum em perfeito estado por causa disso.

Mas a lição mais importante: existem malandros por aqui também. Um figurinha aí estava oferecendo um apê todo mobiliado, com TV a cabo, internet, e o diabo por um preço excelente. O detalhe é que ele estaria morando em Liverpool (a dos Beatles) e não poderia acompanhar o processo pessoalmente. Trocando alguns e-mails, ele pediu um depósito de garantia via Wester Union pra que ele mandasse a chave e pudéssemos avaliar o apê. Teoricamente seria um serviço totalmente seguro feito pela empresa e tals. Mas como achamos tudo muito suspeito demais, “googleamos” o nome do sujeito e achamos uma advertência de alguém que também quase caiu no golpe do cara. Sendo bem sincero, foi quase...

Enfim, essa semana fechei com um apê mais pro norte da cidade, no bairro judeu (Outremont). Ainda não é meu lugar preferido pra passar o resto da vida, mas a gente tem que fazer algumas experiências, certo?

Além de tudo isso, comecei a jogar o tênis de mesa canadense. Diferente do futebol canadense (que aqui é soccer também), o tênis de mesa é jogado da mesma maneira que no Brasil, mas eu tenho que contar os pontos em francês (foi bem fraquinha essa...). Mas (comentário técnico. Se quiserem, podem pular essa parte), não tem nenhum caneteiro, só classista. Ou seja, sou um alien pra eles! O bom é que eu faço uns pontos de backhand que ninguém entende como é que eu passo a bola. Infelizmente ainda to bem enferrujado e esses pontos de graça ainda não me ajudaram muito a ganhar muitos jogos (não que eu ganhasse tudo no Brasil, mas às vezes eu dava algum trabalho, vai...).

Eu tinha comentado também que eu ia jogar em Laval, que não é bem Montréal. Bom, eu descobri que Laval não é nada de Montréal e que eu deveria, inclusive, pagar passagem de metrô à parte pra sair de lá... Explicando melhor, eu tenho um passe de metrô mensal, que eu pago uma única vez no começo do mês e posso usá-lo o quanto quiser pra pegar ônibus e metrô na cidade. Uma das melhores invenções da humanidade! Mas em Laval, esse cartão não vale, simples assim. Então eu posso chegar lá, jogar meu ping-pong, mas tenho que pagar pra voltar pra casa. Pra quem tá com a corda no pescoço, que bosta, hein?

Bom, vou parar por aqui senão acabam os assuntos. E prometo manter o blog um pouco mais atualizado, ok?

Saudações à todos!

Sunday, February 1, 2009

Matando Tempo

Ontem completei 3 meses de Montreal. Se eu disser que estou super satisfeito com os rumos das coisas nesse tempo, estarei mentindo.
3 meses é a média que o povo que vem pra cá leva pra conseguir emprego (só não sei bem se é emprego na área) e estar com a vida ajeitada. Infelizmente não foi meu caso, que só consegui algumas entrevistas e assim, continuar nessa agonia braba. Então, o que me resta é continuar mandando meus currículos pra tudo o que aparece (já devo ter chegado nos 100...), fazer a francização que comentei no post passado (o que me garante pelo menos uma graninha no fim do mês) e fazer o tempo passar.

Bom, fazer o tempo passar numa cidade como Montreal é mamão com açúcar! Naquele longínquo 1º mês aqui deu pra se ter uma idéia, já que praticamente fiz turismo (eu sei, nessa eu mandei meio mal).

Quando o Elton e o Henrique ainda estavam aqui acabei conhecendo a rue Crescent, onde ficam os bares e Pubs (peraí, mas o Dennis não bebe... eu sei, e quase não bebi mesmo – a enxaqueca não deixa -. O Elton tá de prova!). A maioria deles irlandeses. Tem um inclusive que conheci essa semana na despedida do Christian (o Austríaco), o Hurley’s, onde servem cerveja com sabores diferentes, como nozes (??), chocolate (???), morango (?????) e outras bizarrisses. Até experimentei umas dessas, e não é que desceu? Mas já descobri que isso não é exclusividade de 1 só bar, tem uma pancada de outros que também oferecem esse tipo de cerveja. Mas o legal do Hurley’s é um trio de música irlandesa que é bem bacana: um cara no violão, outro com violino e o último que toca uma flauta minúscula, tipo aquela do The Corrs. Acho que é típica irlandesa porque eu nunca vi alguém que tocasse isso e que não fosse de lá (tá bom, o cara era canadense, mas gordo e ruivo, tipo “Afrânio”, sacaram? Não tinha como não ser descendente).

Além de bares fomos ao complexo montado pra Grey Cup (
http://www.greycupfestival.ca/ ), a final do futebol americano canadense. Alguns tentaram ver a foto que tava no meu Orkut, mas deu algum erro e eu acabei perdendo a original também. Porisso, aí vai uma foto do concurso de cheerleaders que roubei do Orkut do Elton.



Em seguida teve um show cover do U2, tudo de graça (mas o Dennis detesta U2... era de graça e o povo foi pra lá. Eu ia ficar em casa fazendo o quê?). No dia do jogo fui assistir o jogo com os pés-rapados que não tinham ingresso e foram torcer no complexo.
Semana passado teve o mesmo esquema pro Match des Étoiles (www.nhl.com/ice/newsindex.htm?location=/allstar/2009 ), o All-Star Game do Hockey que foi disputado aqui em Montreal. Como esse é o esporte nacional, óbvio que o acesso ao complexo seria pago e iria encher de gente, já que alguns jogadores estariam dando autógrafos, os mascotes dos times estariam tirando fotos com a molecada, etc. Como não sei nem as regras desse troço (só sei que tem um disco e o objetivo é o gol) e conheço só 2 ou 3 jogadores, deixei pra lá.

De vez em quando também caço uns showzinhos por aí, como o do Chris Cornell (o 1º na vida que fui sozinho, mas consegui ficar praticamente na grade de proteção do palco), o do Mosquito B (nesse eu fui com o Christian e o Elton), banda local, e quase todo dia tem alguma coisa perto da rua Saint Laurent, que é aqui perto. Pra isso fico sempre de olho nuns sites de casas de shows espetáculos e afins:

O show da Celine Dion e o da Britney eu passo.

Além disso tem as casas de Jazz que eu preciso conhecer, quando tiver alguma grana pra queimar.
Tem uns shows de Stand Up comedy que estão sempre em cartaz no Just Pour Rire que eu até gostaria de rir, mas tem 2 problemas: não vou entender as piadas porque o inocente aqui ainda não aprendeu nem palavrão em quebecois, e ainda bóio bonito no francês.

Como aqui sempre tá tendo festival de alguma coisa, semana passada teve a feira do automóvel. Como eu nunca tinha ido a uma achei tudo do caramba, mas segundo o Eduardo, não tinha muito mais que na feira de SP. Realmente, tinham poucos protótipos, mas entrei pela 1ª vez num Mustang e num Camaro. Uhu! Mas vou dizer, dentro deles me senti num Golzinho... os carros são gigantescos, mas o interior é só pra gente tipo Dennis.

Tem também minha ida semanal ao cinema. Terça é o dia da entrada a preço promocional e já fiz até minha carteirinha de “milhagem” Scene (http://www.scene.ca/), pra conseguir ingressos de graça, pipoca, refri e tals. Outro dia fui conhecer o Imax, que o Tiago e a Lud disseram que foram conhecer na Argentina. Sempre passava na frente e ficava curioso, mas agora que tá o Dark Knight em cartaz (é uma versão especial redimensionada pro troço. Eu sei que não é inédito :P) não podia deixar passar. Realmente... uma tela 10 vezes maior que a convencional, som 5.1 e um showzinho de lasers antes do filme. Fiquei até meio tonto nas tomadas aéreas.

Mas e aí, nada de bater uma bolinha? O Rafael me levou pra jogar “soccer” com o pessoal do escritório dele, então fui conhecer toda a habilidade canadense. Se eu disser que perto daqueles viciados em hockey eu sou praticamente o Biro-Biro (www.youtube.com/watch?v=qdlmn-Bwoj8 ) dá pra se ter uma idéia, né? Tentem imaginar uma mistura de futebol e hockey, onde não tem saída de bola e a gente joga salão com bola de campo (não existe bola de futsal aqui. É sério). Bizarro... mas é o que se tem disponível por aqui. Essa semana devo começar a treinar tênis de mesa (já faz um tempo que eu nem olho a cara da minha raquete) numa academia em Laval (como se fosse Taguatinga em relação à Brasília) e ver se eles misturam com hockey também.

Enfim, tenho ido quase toda semana à missa na Basilique de Notre Dame (aquela que é cópia da francesa) pra botar a cabeça no lugar, que é o que mais preciso fazer pra não perder o controle enquanto as coisas não se ajeitam. Mas de acordo com a conselheira do Intégration Jeunesse (
http://www.ijq.qc.ca/), uma instituição filantrópica que ajuda jovens de até 35 anos (ainda sou jovem!) na elaboração de currículo, carta de apresentação e busca direcionada de empregos, se eu fui chamado pra entrevistas mesmo sem tê-los procurado antes, é porque estou no caminho certo. Resta ter paciência. Eu, paciente... aha.

Sunday, January 18, 2009

Iglu

Eu sei que boa parte de vocês estão bem curiosos pra saber como é meu grandioso castelo. Mas antes preciso fazer uma pequena introdução sobre como vim parar aqui e sobre meu bairro.

Depois de uma longa pesquisa (1 semana antes de vir pra cá :P) imobiliária, comparando preços e proximidade do metrô (muito importante pra quem acaba de chegar aqui e não pretende ter carro tão cedo), acabei conhecendo o Eduardo, antigo morador deste apê e que estava indo pra outro maior e um pouco mais afastado do centro de Montreal. Depois de alguma negociação (bem desesperada da minha parte), na véspera da minha viagem fechei um acordo verbal com ele, já que o preço e a proximidade do metrô, o que eram mais importantes, eram excelentes.

No dia da minha chegada conheci o Eduardo pessoalmente. Combinamos a data da mudança (1 semana depois), já que eu estava de entruso na casa da Cristina (que tinha me hospedado também da 1ª vez que eu vim pra cá, em 2006), e hoje cá estou, neste belíssimo palácio.
O bairro aqui, o Beaudry, é uma piada à parte. Como alguns já estão sabendo, este é o bairro... como diria... tricolor da cidade. Mas fiquem tranquilos que continuo muito corinthiano, beleza? :)

A começar pela estação do metrô, com todo o simbolismo característico, quase todos os estabelecimentos da redondeza possuem aquela bandeirinha são-paulina na entrada, ou um bandeirão na fachada. Outros, tipo algumas discotecas, nem precisam de sinalização. Pelo menos ficam quase todas na Saint Catherine, que é a principal avenida de comércio da cidade e que percorre todo o centro. Paralela a esta avenida tem a Mesoneuve, que também percorre todo o centro, mas que, aqui perto, fica fechada durante o verão para que os bares e restaurantes (que são muito bem recomendados, por sinal. Só não tenho coragem de entrar sozinho...) possam arrumar as mesas no meio da rua. Aí a cidade toda vem pra cá.


As pessoas, como era de se esperar, costumam formar pares “diferentes”, tanto homens quanto mulheres, lógico, já que o casamento homssexual aqui em Québec é liberado. Pelo menos são bem respeitosos, e não vêm encher o saco se não damos liberdade. Meu vizinho, por exemplo, um argelino, compartilha a internet comigo, mas não posso dar muita corda quando ele quer papear, porque... pois é.

Outro tipo de gente que tem por aqui são os estudantes, porque aqui é muito perto da UQAM, Université du Québec à Montréal, onde, à princípio, vou fazer meu curso de Francização, que é um curso de francês remunerado, oferecido pelo governo para os imigrantes se integrarem melhor à sociedade. Digo “à prinípio” porque só farei o curso se eu realmente não encontrar emprego na área de design até lá (pois é, a semana não foi das melhores… bola pra frente !).
Seguindo minha rua, um pouco mais pra cima, tem o Parc Lafontaine. Lá, além de um dos campus da UQAM, tem um lago que, durante o inverno congela e vai um monte de gente patinar e tals. Mas é um parque bacana, o pessoal vai lá brincar com o cachorro, tirar foto de esquilo, os casais (os heteros também) ficam namorando nos banquinhos em volta do lago, e tem sempre gente fazendo cooper, mesmo no inverno. Outra vantagem do bairro. A foto aí do título do blog é de lá.


O Rafael, meu primo, me disse que é melhor não usar palavras tipo “apertado”, “sujo” ou “velho” para descrever meu apartamento porque deprecia muito. Então vamos lá. Meu apartamento “tem muitas histórias” e fica no térreo do prédio. A varanda fica de frente pra janela principal, praticamente na calçada. É também minha saída de emergência, logo tenho que ficar de olho pra não acumular neve e eu ter acesso a ela.



Aqui dentro é bem “aconchegante”, ideal pra se morar sozinho (aqui eles chamam de “studio”). Aqui em baixo é meu escritório / sala de TV e videogame / quarto / sala de jantar. Quase todos os móveis foram deixados pelo Eduardo, quando ele saiu daqui. Bom pra mim que peguei o apê já bem funcional.


Eu preciso fazer uma observação: eu não sou muito fã de Beatles, afinal todos sabem que a maior banda de todos os tempos se chamava Dire Straits. Só achei o poster bacana! :)

Agora é meu banheiro / cozinha / despensa / área de serviço:


Eu sei que alguns de vocês devem ter pensado: “poxa, então dá pra você tomar banho e cozinhar ao mesmo tempo, ahahahaha!”. Não, não dá. :

Tem só mais uma foto bizarra que eu preciso mostrar:


Essa é uma imagem de dentro do banheiro, da janela que dá pra fora. Nesse dia estava fazendo algo tipo -25ºC. E aí, posso ou não posso dizer que moro num iglu?

No fundo até que eu estou gostando daqui. Tem muitos bêbados na rua, a coleta do lixo é meio devagar, coisa e tal. Mas aqui estou perto de tudo (do centro, onde tem a cidade subterrânea, da estação de metrô com mais conexões, do parque, etc), é fácil de limpar e é maior que meu quarto em Brasília (eu acho...)! Até!

Sunday, January 11, 2009

Carol no Québec, Uhu!

Oi pessoal!
Brigadão pelas visitas, mensagens de apoio e sugestões para o blog. Piadas sem sem graça, diria até... escatológicas, envolvendo meus DVDs eu vou ignorar, assim como sugestões cretinas, como lamber o poste. Na medida do possível irei incrementando os posts com mais informações práticas, links e fotos (menos com o tal do avental, mesmo porque eu não tenho) sempre que possível. Só pra não deixar furo, este aqui (
www.basiliquenddm.org) é o link da Basílica de Notre Dame de Montreal que eu falei que é cópia da de Paris, mas já aviso que é bem menor.

Bom, vou contar um pouco como foram as aventuras da Carol por aqui, já que ela foi embora ontem. Confesso que achei que fosse ser mais fácil me despedir. O problema é que quando a gente se acostuma com determinada situação (no caso, ela estar aqui me apoiando nos momentos complicados, me acompanhando nos eventos, entrando nas lojas que eu tenho vergonha de entrar sozinho, fazendo comida comível, etc) fica difícil voltar atrás.

Mas vamos às histórias, começando pela chegada dela aqui. Um dia antes eu resolvi ir ao aeroporto de busão pra aprender o caminho. Não sei se vocês sabem, mas o transporte público aqui costuma funcionar muito bem (digo ’’costuma’’ por causa do post passado). Se vocês estiverem à toa, o link do sistema de transporte público daqui é
www.stm.info. Dá pra pesquisar os horários de TODAS as paradas de ônibus da cidade, com precisão assustadora.

Voltando ao assunto, fui ao aeroporto. Tive que pegar o metrô e 2 linhas de ônibus, já que fica bem afastado do centro, que é onde moro. Levei um pouco mais de 1 hora pra chegar por causa do trânsito pós nevasca. No dia da chegada, com tudo cronometrado, cheguei com uns 10 minutos de atraso, mas a tempo de ver o 1º passageiro do voo dela sair. Meia hora depois, nada de Carol e o telefone toca. Ela havia perdido a conexão em NY por causa da imigração americana. Aí vai a dica: quando vocês vierem me visitar, se puderem não passar pelos EUA será uma ótima! Mas enfim, voltei pra casa com cara de pastel (1 hora depois).

Como aquele dia teve uma p*ta tempestade de neve em NY, Toronto e outros lugares que eu não lembro, trocentos voos foram cancelados, inclusive o outro que ela conseguiu pra vir. O seguinte saiu com algumas horas de atraso. Conclusão, às 1:30h da madrugada, finalmente toca a campainha. O que são 15h de atraso pra quem convive com a aviação brasileira, não é?

O fim de semana em que ela chegou foi o da pior tempestade de neve até agora. O bom é que ela teve que se adaptar ao frio rapidinho. Olhem só como ela estava bem à vontade debaixo da neve:



Enfim, Carol em Montreal e pude ficar um pouco menos tenso com as coisas que tem acontecido por aqui. A começar por ela estar me esperando depois da entrevista de emprego mais bem sucedida até agora (aliás, torçam por mim essa semana! :)). Além disso, pude aprender (na marra) um monte de coisa que eu deveria ter aprendido a cozinhar naqueles 15 anos de Grupo Escoteiro (vergonhoso, né?), tipo macarronada, estrogonofe, feijão, bife acebolado, pure de batatas e até filé de salmão!



Nem preciso dizer que comi realmente bem enquanto ela esteve aqui, certo? Agora terei a árdua missão de manter o nível daqui pra frente...

A maioria das nossas aventuras foram descritas no post anterior, mas tiveram outras também, como (finalemente) a viagem de 1 dia à Ottawa, que nós não conhecíamos (eu tentei ir algumas vezes com o pessoal da escola de francês, - Elton, Henrique, Christian... - durante o 1º mês aqui, mas sempre dava algo errado). Pra quem não sabe, é a capital do Canadá e fica bem perto de Montreal, dividida entre as províncias de Quebéc e Ontário. Apesar do frio foi uma viagem bem bacana, principalmente pelo museu das civilizações, que mostra toda a ocupação do país, desde os povos indígenas até os imigrantes. Tudo interativo, tipo brinquedo da Disney.



Também visitamos alguns amigos, como o Julio e a Karla, que conhecíamos de Brasília, das aulas de francês com o Papy, a Cristina, que me hospedou na 1º semana, o casal que hospedou a Carol quando ela veio ano passado, e outros que conhecemos por aqui mesmo, como o Alex (figuraça!), cunhado do Rubens Suffert, do GE, e a esposa Hellen, além do Rafael, designer que eu só conhecia pela internet.

Como eu disse, as coisas estavam realmente fáceis (psicologicamente) tendo a Carol por perto nesses dias. Afinal, estar em um país diferente, com língua, costumes e clima diferentes, tendo que morar sozinho pela primeira vez na vida, não tem sido fácil. E, como disse o Eduardo (que me passou este apartamento) outro dia, ter alguém de confiança por perto, que entenda sua situação in loco e os motivos do seu desespero nas situações complicadas é muito importante nessas horas. E por mais amigos novos que se faça, (essa acho que li no blog do Ricardo, filho da Angela -
www.picoledecandango.blogspot.com - que está em Toronto) não é o mesmo que os velhos amigos, com os quais podemos “lembrar dos velhos tempos”. Agora é esperar a visita dos meus pais, de vocês :) e a Carol finalmente vir em definitivo!



Ficou longo esse post, né? Tentarei ser mais sucinto no próximo (acho que sobre onde moro. Dá um texto... curioso). E em tempo, a Carol perdeu a conexão pra Brasília por causa do atraso do vôo de NY. Repito aquela dica de cima! Até!

Thursday, January 1, 2009

2009

Antes de mais nada, feliz 2009 a todos!

Pensei em começar esse blog de várias maneiras, mas só agora, com exatamente 2 meses de Montréal , começo contando como foram as festas de fim de ano por aqui. Tem um monte de coisas bacanas (outras não) pra contar, mas deixo pra futuras postagens.

Bom, minhas comemorações começaram dia 13, quando a IREBUS fez o tradicional amigo secreto de fim de ano. Eu partcipei com pelo Skype, degustando uma deliciosa lasanha congelada com Sprite, enquanto o povo em Brasília saboreava uma bela ceia de Natal. Pra dizer a verdade bateu aquela dorzinha no coração, mas aguentei firme! (mesmo porque a conexão estava horrível e quase não entendia o que estava acontecendo. Aí fui ficando nervoso...)


Dia 20, finalmente a Carol chegou pra me fazer companhia e me deixar mais contente aqui (outra hora posto sobre a aventura dela), e dia 21 caiu uma p*ta tempestade de neve. Na verdade foi a 3ª em menos de 1 mês, mas nada que nos impedisse de participar das comemorações. Esse foi meu 1º Natal “branco”.



Na véspera, dia 24, fomos à casa do Guilherme e da Dani, um casal de Minas que está passando uns 8 meses por aqui. Além deles, foram outros brasileiros que estão na mesma escola deles (na verdade, a mesma na qual tive 2 semanas de aula quando cheguei). Bom, o casal sendo de Minas, obviamente tivemos uma ceia beeeeeem farta daquela comida mineira que vocês conhecem. Não preciso nem dizer que foi a refeição em que mais me empanturrei até agora, certo? Depois da ceia, o papo tava bom e acabamos perdendo a hora do metro (que pára de funcionar às 00:30h). Conclusão, só conseguimos sair de lá umas 06:30h da manhã.



Dia 25 foi o dia de (finalmente) abrir os presentes que a Carol trouxe do Brasil. Além do presente que ganhei da Vivi no amigo secreto, tiveram os presentes vindos lá de casa, dos meus pais, da Tammy / Gustavo, Schuberts, da Carol... é bom abrir presentes, né? Mas outra vez, bateu aquela dorzinha no coração por não estar abrindo na frente deles (com exceção do da Carol, lógico).

A partir do dia 26 resolvi ir à forra. Fiquei sem comprar praticamente nada pra mim desde que cheguei (quer dizer, comprei comida...), mas começou o boxing week (na verdade se chama boxing day, mas vem durando até hoje), quando os preços caem absurdamente, tipo 80% em alguns casos. Mas é lógico, não pude fazer um estrago maior porque ainda não estou trabalhando (isso está pra mudar, mas mais tarde escrevo a respeito) e preciso fazer alguma contenção. Mas não foram só compras. Também fomos assistir uma missa na Basílica de Notre Dame, que é uma cópia da Catedral de Paris e é um local que vocês tem que visitar quando vierem me ver no Canadá. :)

Finalmente, dia 31 fomos ao Vieux Port pra passagem do ano. Como estavam singelos -20ºC saímos quase que em cima da hora e quase, quase mesmo, perdemos a queima de fogos no Pier. Depois teve uma festa com música irlandesa ao vivo (aqui a colônia é grande) regada a muita alegria, cerveja, quentão (como eu disse, estava -20ºC) etc. Só fizemos um pit stop num bar porque a Carol congelou ao ar livre. Depois congelou de novo porque o metro (de novo o metro!) parou de funcionar depois de 00:30h e tivemos que voltar pra casa à pé (na verdade é mais ou menos perto, mas experimentem caminhar a essa temperatura...).


Chegamos finalmente à hoje, dia 1º de janeiro de 2009, completando 2 meses de Canadá. Fui escrevendo e lembrando de tanta coisa que já aconteceu... Algumas delas vocês devem ter ficado sabendo de uma forma ou de outra, mas à medida que outras novas forem acontecendo farei o possível pra postar aqui. (só não esperem grandes épicos porque sou eu, o Dennis! Lembrem-se disso!).

Saudações à todos e um 2009 FENOMENAL!
Dennis
PS: a Carol também deseja um ótimo 2009 a todos vocês!